A função da placa de vídeo,
é preparar as imagens que serão exibidas no monitor.
Já foram criadas placas de vídeo usando praticamente
todo o tipo de barramento existente, do ISA ao PCI, passando pelo
MCA, EISA e VLB. Atualmente porém, usamos apenas placas de
vídeo PCI ou AGP, com predominância cada vez maior
das placas AGP, que naturalmente costumam ser mais rápidas
e avançadas.
2D x 3D, entendendo as diferenças
As placas de vídeo mais antigas, simplesmente recebem as
imagens e as enviam para o monitor. Neste caso, o processador é
quem faz todo o trabalho. Este sistema funciona bem quando trabalhamos
apenas com gráficos em duas dimensões, usando aplicativos
de escritório, ou acessando a Internet por exemplo, já
que este tipo de imagem demanda pouco processamento para ser gerada.
Estas são as famosas placas 2D.
O problema surge quando o usuário pretende rodar jogos 3D,
ou mesmo programas como o 3D Studio, que utilizam gráficos
tridimensionais. Surge então a necessidade de usar uma placa
de vídeo 3D. A função de uma placa de vídeo
3D é auxiliar o processador na criação e exibição
de imagens tridimensionais. Como todos sabemos, numa imagem tridimensional
temos três pontos de referência: largura, altura e profundidade.
Um objeto pode ocupar qualquer posição no campo tridimensional,
pode inclusive estar atrás de outro objeto.
Os gráficos tridimensionais são atualmente cada vez
mais utilizados, tanto para aplicações profissionais
(animações, efeitos especiais, criação
de imagens, etc.), quanto para entretenimento, na forma de jogos.
A grande maioria dos títulos lançados atualmente
utilizam gráficos tridimensionais e os títulos em
2D estão tornando-se cada vez mais raros, tendendo a desaparecer
completamente. Não é difícil entender os motivos
dessa febre: os jogos em 3D apresentam gráficos muito mais
reais, movimentos mais rápidos e efeitos impossíveis
de se conseguir usando gráficos em 2D.
Uma imagem em três dimensões é formada por
polígonos, formas geométricas como triângulos,
retângulos, círculos etc. Uma imagem em 3D é
formada por milhares destes polígonos. Quanto mais polígonos,
maior é o nível de detalhes da imagem. Cada polígono
tem sua posição na imagem, um tamanho e cor específicos.
Para tornar a imagem mais real, são também aplicadas
texturas sobre o polígonos. Uma textura nada mais é
do que uma imagem 2D comum (pode ser qualquer uma). O uso de texturas
permite quer num jogo 3D um muro realmente tenha o aspecto de uma
muro de pedras por exemplo, já que podemos usar a imagem
de um muro real sobre os polígonos.
O processo de criação de uma imagem tridimensional,
é dividido em três etapas, chamadas de desenho, geometria
e renderização. Na primeira etapa, é criada
uma descrição dos objetos que compõe a imagem,
ou seja: quais polígonos fazem parte da imagem, qual é
a forma e tamanho de cada um, qual é a posição
de cada polígono na imagem, quais serão as cores usadas
e, finalmente, quais texturas e quais efeitos 3D serão aplicados.
Depois de feito o “projeto” entramos na fase de geometria,
onde a imagem é efetivamente criada e armazenada na memória.
Ao final da etapa de geometria, temos a imagem pronta. Porém,
temos também um problema: o monitor do micro, assim como
outras mídias (TV, papel, etc.) são capazes de mostrar
apenas imagens bidimensionais. Entramos então na etapa de
renderização. Esta última etapa consiste em
transformar a imagem 3D em uma imagem bidimensional que será
mostrada no monitor. Esta etapa é muito mais complicada do
que parece; é necessário determinar (apartir do ponto
de vista do espectador) quais polígonos estão visíveis,
aplicar os efeitos de iluminação adequados, etc.
Apesar do processador também ser capaz de criar imagens
tridimensionais, trabalhando sozinho ele não é capaz
de gerar imagens de qualidade a grandes velocidades (como as demandadas
por jogos) pois tais imagens exigem um número absurdo de
cálculos e processamento. Para piorar ainda mais a situação,
o processador tem que ao mesmo tempo executar várias outras
tarefas relacionadas com o aplicativo.
As placas aceleradoras 3D por sua vez, possuem processadores dedicados,
cuja função é unicamente processar as imagens,
o que podem fazer com incrível rapidez, deixando o processador
livre para executar outras tarefas. Com elas, é possível
construir imagens tridimensionais com uma velocidade incrível.
Vale lembrar que uma placa de vídeo 3D só melhora
a imagem em aplicações que façam uso de imagens
tridimensionais. Em aplicativos 2D, seus recursos especiais não
são usados.
A conclusão é que caso o usuário pretenda
trabalhar apenas com aplicativos de escritório, Internet,
etc. então não existe necessidade de gastar dinheiro
com uma placa 3D, pois mesmo usando uma placa de última geração,
seu potencial não seria utilizado. Neste caso, poderá
ser usado o vídeo onboard da placa mãe, ou mesmo uma
placa de video um pouco mais antiga sem problemas.
Porém, se o micro for ser utilizado para jogos, então
uma placa de vídeo 3D é fundamental. Sem uma placa
3D, a maioria dos jogos atuais vão ficar lentos até
mesmo em um Pentium III de 1 GHz, sendo que muitos jogos sequer
permitem ser executados sem que uma aceleradora 3D esteja instalada.
Atualmente, todas as placas de vídeo à venda, mesmo
os modelos mais simples possuem recursos 3D, mas existem enormes
variações tanto em termos de preço quanto no
desempenho. |